Prestar atenção, lembrar-se e organizar
Prestar atenção cada vez mais aos inúmeros estímulos do dia-a-dia. Saber escutar, memorizar, recuperar a informação da memória, organizar os sumários, organizar a mochila, organizar os tpc's, organizar o trabalho, organizar os filhos, organizar a casa, organizar-me para organizar os que ainda não se conseguem organizar...Uff! Fico cansada só de pensar nisso.
Com todas estas tarefas que os alunos têm hoje pela frente admiro-me como eles não têm uma agenda, um notebook, um planificador, seja lá o que for e que grite "tens de tomar o comprimido", "amanhã há teste", "vai buscar a roupa á lavandaria", "olha que a consulta passou das 11h para as12h" (algo eletrónico em vez da mãe).
No meio disto tudo continuo a achar que uma agenda mesmo daquelas bem pequenas é fundamental para que pessoas desatentas, distraídas ou apenas "despistadas" tenham uma melhor qualidade de vida e cumpram as tarefas que lha são pedidas.
A minha agenda é uma das minhas melhores amigas, sem ela a minha vida seria um pequeno caos. Assim, sobressaio como uma pessoa altamente organizada (riso abafado)... Engano perfeito, sou uma pessoa com muitos organizadores (agenda, lembretes no telemóvel, listas de coisas para fazer) isso sim.
Por isso sempre fico um pouco perplexa quando aconselho com tanto entusiasmo o uso da agenda às crianças desatentas como uma competência a ser treinada em casa e na escola e, em troca recebo um encolher de ombros do tipo:lá vem mais uma esquisitice.
Seremos um povo que reluta em sair da desorganização? Será a planificação algo assim de tão estranho que não mereça o seu lugar de destaque em família mesmo ao lado do pudim ou do arroz doce?
Que dizem? Experimentamos?
Vá lá! E porque não?
Paula Temudo
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