És tu que me vai pôr normal?
Foi uma pergunta feita pela menina de 7 anos que tinha à minha frente: sainha plissada, laço no cabelo, óculos que teimavam em escorregar para a ponta do nariz e uma agitação sem tamanho, maior do que ela.
O meu coração quase se partiu. Mas, os psicólogos não podem mostrar emoções quando estão perante um utente ou pelo menos demasiadas emoções.
Num ápice, senti a desorganização de pensamento, a angústia desta criança, o desespero dos pais, a preocupação da professora porque tinham dito que ela não era normal.
Quem, perguntam? Toda uma sociedade que teima em colocar-nos rótulos cada vez mais standardizados.
Quando lhe fiz a avaliação intelectual fiquei mais animada: era média. Podiamos avançar um pouco mais, podiamos ter mais esperança, assim.
Eu respondi-lhe: - Não sei amiga, mas vou tentar com a ajuda de uma pediatra muito boa que tem um remédio bom vamos tentar ajudar-te.
Por acaso não foi uma pediatra mas uma médica de família que resolveu a situação do ponto de vista farmacológico. Depois foi orientar a pedagogia e tentar que a auto-estima desta menina subisse um pouco.
Ainda estamos a tentar, mas há pequenas vitórias no caminho.
Ainda há muito para fazer, mas sim espero ajudar-te no teu crescimento para te sentires especial como realmente és.
Bjocas
Paula
O meu coração quase se partiu. Mas, os psicólogos não podem mostrar emoções quando estão perante um utente ou pelo menos demasiadas emoções.
Num ápice, senti a desorganização de pensamento, a angústia desta criança, o desespero dos pais, a preocupação da professora porque tinham dito que ela não era normal.
Quem, perguntam? Toda uma sociedade que teima em colocar-nos rótulos cada vez mais standardizados.
Quando lhe fiz a avaliação intelectual fiquei mais animada: era média. Podiamos avançar um pouco mais, podiamos ter mais esperança, assim.
Eu respondi-lhe: - Não sei amiga, mas vou tentar com a ajuda de uma pediatra muito boa que tem um remédio bom vamos tentar ajudar-te.
Por acaso não foi uma pediatra mas uma médica de família que resolveu a situação do ponto de vista farmacológico. Depois foi orientar a pedagogia e tentar que a auto-estima desta menina subisse um pouco.
Ainda estamos a tentar, mas há pequenas vitórias no caminho.
Ainda há muito para fazer, mas sim espero ajudar-te no teu crescimento para te sentires especial como realmente és.
Bjocas
Paula
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